Estudos

 No âmbito da formação serão abordados os seguintes temas: 

 Tema 1. A Cidadania como pressuposto da Defesa e Segurança Nacional

Tema 2. Princípios éticos e valores no espaço público de cidadania. A violência como problema público

Tema 3. Exclusão social e formas e mecanismos de violência nas sociedades contemporâneas

Tema 4. Contextos de violência, construção da identidade e gestão de comportamentos

Tema 5. Violência, Civilidade, Segurança e proteção civil

Tema 6. Violência, meios de comunicação de massa e comunicação eletrónica

 

Tema 1. A Cidadania como pressuposto da Defesa e Segurança Nacional

Conteúdos

1. A Constituição da República

Às Forças Armadas incumbe a defesa militar da República. As Forças Armadas estão ao serviço do povo português, são rigorosamente apartidárias e os seus elementos não podem aproveitar-se da sua arma, do seu posto ou da sua função para qualquer intervenção política.

2. Lei Orgânica n.º 1-A/2009 e Lei n.º 31-A/2009 de 7 de julho

A defesa nacional tem por objetivos garantir a soberania do Estado, a independência nacional e a integridade territorial de Portugal, bem como assegurar a liberdade e a segurança das populações e a proteção dos valores fundamentais da ordem constitucional contra qualquer agressão ou ameaça externas.

A defesa nacional assegura ainda o cumprimento dos compromissos internacionais do Estado no domínio militar, de acordo com o interesse nacional.

3. Estratégia Nacional

Os valores fundamentais são: a independência nacional, o primado do interesse nacional, a defesa dos princípios da democracia portuguesa, bem como dos direitos humanos e do direito internacional, o empenhamento na defesa da estabilidade e da segurança europeia, atlântica e internacional.

Os interesses de Portugal são: afirmar a sua presença no mundo, consolidar a sua inserção numa sólida rede de alianças, defender a afirmação e a credibilidade externa do Estado, valorizar as comunidades portuguesas e contribuir para a promoção da paz e da segurança internacional.

Os interesses nacionais que decorrem do estatuto de Portugal como uma democracia europeia e atlântica - com vocação universal, mas com recursos limitados - tornam necessária a sua integração numa rede de alianças estável e coerente. A UE e a OTAN são, assim, vitais para a segurança e defesa nacionais, bem como para a modernização e prosperidade de Portugal. Os interesses nacionais exigem uma maior coesão e solidariedade no seio da UE e da OTAN, o reforço da parceria estratégica entre estas duas organizações, bem como entre a Europa e os EUA. O interesse de Portugal é, ainda, inseparável do fortalecimento da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

Em complemento, importa aprofundar ou estabelecer parcerias estratégicas bilaterais, quer com outros membros da comunidade europeia e ocidental, quer no espaço lusófono, quer, ainda, na zona do Magrebe e com as potências emergentes.

Tema 2. Princípios éticos e valores no espaço público de cidadania. A violência como problema público.

Com este tema pretende-se que os estudantes compreendam as Teorias do Espaço Público nas sociedades modernas ocidentais, traçando um quadro teórico e conceptual que permita analisar e problematizar as formas do público, os fenómenos comunicacionais e a multiplicidade de espaços públicos nas sociedades contemporâneas. Aspira-se a que adquiram, para a sua vida pessoal e social, enquanto cidadãos, conhecimentos e competências sobre espaço público e civilidade e que desenvolvam o exercício de uma cidadania ativa.

Os princípios éticos e os valores são importantes referenciais para a ação, individual e social, pelo que devem ser abordados de modo a criar conhecimentos e competências de cidadania e de segurança para agir nos diferentes contextos. Procura-se garantir uma prática orientada pela valorização de uma vida social dotada de regras que estabeleçam direitos e deveres.

Assim, a formação para os valores pode ser abordada a partir de dispositivos consagrados como a Declaração Universal dos Direitos Humanos, a Convenção Internacional dos Direitos da Criança, a Convenção Europeia dos Direitos do Homem, assim como através do conhecimento da génese e evolução do espaço público democrático, essencial para a construção de uma teoria da democracia e da cidadania.

Os direitos humanos, inicialmente limitados à esfera civil e política, depois reconhecidos nos domínios social, cultural e económico, abrangem hoje os problemas ligados ao futuro da humanidade, especificamente a paz, as relações interculturais, o ambiente, a globalização.

Sendo estas questões de educação para a cidadania transversais a toda a cultura cívica. Trata-se de edificar uma cultura de respeito pelos direitos humanos que, para cumprir os seus objetivos, deve iniciar-se o mais cedo possível e ser assumida como fundamento de uma sociedade democrática, na vertente política e social.

1. Teorias do espaço público

O espaço público é um espaço de discussão e simultaneamente um conceito normativo, cujos domínios de utilização são: a) A teoria da democracia (o espaço público é o quadro no qual se discutem as questões prático-morais e políticas, e no qual se formam a opinião e a vontade coletivas); b) A análise político-administrativa e a teoria do Estado Social (o espaço público é a instância mediadora entre a sociedade civil e o Estado, entre os cidadãos e o poder político-administrativo); c) Os meios de comunicação social (o espaço público é o lugar de uma comunicação democrática). A vida pública e a participação cívica e democrática e a garantia dos direitos

2. A violência como problema público A cultura dos problemas públicos e a violência como problema social e público, tendo em consideração que as perspetivas de resolução dos problemas públicos prendem-se com o conhecimento das suas causas, assim como com a avaliação das suas consequências e efeitos.

3. Valores, confiança, risco e segurança Os princípios éticos e os valores como referenciais para a ação. Valores da cidadania democrática (liberdade, igualdade, justiça, tolerância, autonomia, responsabilidade e ética da responsabilidade, respeito por si próprio e pelo outro, não discriminação, participação, solidariedade, justiça social, respeito pelas leis e regras, paz, cooperação, compromisso). Confiança, segurança, risco e incerteza.

Bibliografia:

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Tema 3. Exclusão social e formas e mecanismos de violência nas sociedades contemporâneas

É hoje objeto de consenso que os fenómenos da pobreza e da exclusão social se apresentam como multidimensionais e transversais a vários domínios de organização societal, entre os quais as esferas económica, social, cultural e ambiental. Assim, assume-se como necessário, para alcançar níveis de coesão social consistentes, proceder a uma articulação e compatibilização das diversas políticas sectoriais e dos diferentes agentes com intervenção a nível local, regional e nacional. A abordagem que propomos aqui radica na perspetivação de que a pobreza é, no presente, vivida e representada como um modo de vida degradante, como sinal de um estigma de que se é portador dentro do quadro da chamada sociedade de abundância que atualmente vivenciamos. Tal entendimento da pobreza é recente de um ponto de vista histórico, pois em épocas anteriores à Revolução Industrial a sua perceção e vivências eram totalmente diferentes. Esta situação explica-se pelo facto de a definição do ser humano estar cada vez mais estreitamente vinculada à sua condição de "trabalhador" e de "produtor" no quadro da sociedade atual; assim, o facto de não assumir essa posição leva-o a "estar fora" da sociedade e a viver de forma condicionada negativamente no todo social. Tal perspetivação leva a que a perceção e a vivência de situações tidas como de pobreza ou de exclusão social se tornem uma constante no quadro societal atual, levando, assim, à aparição de uma maior sensibilização face essas problemáticas e, concomitantemente, à necessidade de desenhar intervenções que colmatem essas franjas cada vez mais amplificadas de desintegração social.

Por outro lado, o fenómeno da exclusão social agrega um vasto conjunto de opiniões e a exaustividade que se faz sentir prende-se, muito provavelmente, com a difícil delimitação da sua definição. Sendo um conceito de uso generalizado, não é seguro afirmar que todos aqueles que hoje o utilizam saibam qual é, de forma clara, o seu significado. Aliás, nem mesmo os especialistas da matéria são unânimes quanto à sua definição (Costa, 2001: 9). Considerando a tradição da análise social francófona, a exclusão social é representada como uma espécie de negação e/ou de privação dos direitos sociais na medida em que a "sociedade é vista como constituída por direitos e obrigações mútuos e onde a exclusão social é o processo de separação desta ordem moral"(Centeno, 2000: 50). Neste âmbito, "tende a ser excluído todo aquele que é rejeitado de um certo universo simbólico de representações, de um concreto mundo de trocas e de transações sociais e de espaços apropriados com a marca de distinção de classe" (Fernandes, 1995: 17).

Toda esta complexidade em torno do fenómeno exclusão social leva cada vez mais autores a falarem exclusões sociais, assumindo claramente a pluralidade e complexidade do fenómeno em análise. Com efeito, Bruto da Costa considera cinco tipos de exclusão social: económico, social, cultural, patológico e de comportamentos autodestrutivos. A exclusão social de tipo económico prende-se, fundamentalmente, com a privação e falta de recursos, originando más condições de vida, baixos níveis de instrução e qualificação profissional e emprego precário. A exclusão de tipo social caracteriza-se pelo isolamento, pela falta de autossuficiência e pela falta de autonomia pessoal, donde se realça a situação dos idosos que vivem na solidão. Relativamente à exclusão de tipo cultural, ela tem a ver com fenómenos como o racismo, a xenofobia ou a difícil integração de ex-reclusos. No que respeita ao tipo patológico, a exclusão social tem a ver, muitas vezes, com as ruturas familiares, que por sua vez são o resultado de problemas psicológicos ou mentais. Por último, a exclusão por comportamentos autodestrutivos relaciona-se com a toxicodependência, com o alcoolismo, com a prostituição e fenómenos afins, os quais também têm muitas vezes por detrás problemas de pobreza (Costa, 2001: 21-26).

Assim, e tal como destaca Luís Capucha, estar numa situação de exclusão equivale a ser um "não cidadão", isto é, um membro da sociedade que não possui os mais básicos direitos de cidadania (Capucha, 2000). Assim se compreende que um olhar mais atento à própria conceptualização dos conceitos de exclusão e de pobreza nas sociedades contemporâneas e sua aplicação analítica a um território exigem o acionar de todo um conjunto de procedimentos e linhas de abordagem que respeitem a complexidade dos fenómenos em estudo, pois é desse respeito que poderão advir análises rigorosas e, paralelamente, o esboçar de estratégias de intervenção mais adequadas à resolução de diferentes tipos, graus e níveis de desintegração social.

Neste contexto, o substrato principal do sentimento de insegurança é a multiplicação das «incivilidades». Nas sociedades hodiernas «os mecanismos clássicos que asseguravam a vigilância social e a solidariedade de proximidade cessaram de funcionar. Os mecanismos sociais de aprendizagem do controlo de si mesmo e do respeito mútuo esbatem-se» (Roché, 1996:11). Sendo assim, «a delinquência acompanha-se de «desordens civis», ou «incivilidades», cada vez mais frequentes. Os gestos obscenos, insultos, ameaças e degradações que são o quotidiano das grandes cidades têm uma ressonância social que não foi até agora muito entendida.

No âmbito da dinâmica das desordens, Roché considera que «colocar a questão das violências em termos de civilidade deverá dissuadir o cidadão a se demitir pura e simplesmente das suas responsabilidades perante os eleitos e os profissionais (... ), e incitar cada um a colocar o problema do seu lugar na matriz das desordens urbanas. Ou então a aceitar as consequências da sua demissão» (Roché, 1996:16).

Conteúdos

Pobreza e exclusão social. A pobreza como fenómeno social. Níveis de entendimento da pobreza. Modalidades principais de pobreza: formas tradicionais e novas formas de pobreza. Assistencialismo e suas modalidades. Fatores e tipos de pobreza. Pobreza e desenvolvimento. Domínios de vulnerabilidade à pobreza. Categorias sociais e formas de pobreza. Pobreza e modos de vida.

A emergência da exclusão social e da sua multidimensionalidade. O surgimento de uma nova questão social. A "nova era das desigualdades". Os sofrimentos e os males sociais. As inseguranças sociais. Pobreza versus exclusão social. Conceito e níveis de exclusão social.

Contextos de exclusão social. Domínios de vulnerabilidade face à exclusão social. Categorias sociais e modos de vida face à exclusão social.

Estratégias de inclusão. Multiculturalismo, estratégias identitárias e cultura das diferenças. A cultura e os recursos culturais como estratégias de inclusão e desenvolvimento.

Bibliografia

CABRAL, Manuel Villaverde (1997) -Cidadania Política e Equidade Social em Portugal. Oeiras: Celta Editora. CAPUCHA, Luís (2005) -Desafios da pobreza. Oeiras: Celta Editora. CENTENO, Luís e Outro (2000). Percursos Profissionais de Exclusão Social. Lisboa: Observatório do Emprego e Formação Profissional. COSTA, A. Firmino da (1999) -Sociedade de Bairro. Dinâmicas Sociais da Identidade Cultural. Oeiras: Celta Editora. COSTA, Alfredo Bruto da (2000) -Exclusões Sociais. Lisboa: Gradiva. DONZELOT, J. (dir) (1993) -Face à I'Exclusion -Ie modele français. Paris: Ed. Esprit. DUBET, François e Didier Lapeyronnie (1992) -Les Quartiers d'Exil. Paris: Édition Le Seuil. DUPREZ, Dominique e Mahieddine Hedli (1992) -Le Mal des Banlieus? Sentiment d'lnsecurité et Crise Identitaire. Paris: Éditions L'Harmmatan. FITOUSSI, Jean-Paul e Pierre Rosanvallon (1997) -A Nova Era das Desigualdades. Oeiras: Celta Editora. HOBSBAWM, Eric (2008) -Globalização, Democracia e Terrorismo. Lisboa: Presença. JEUDV, Henri-Pierre e Outros (1993) -Imaginaires d' Insécurité. Paris: Librairie des Méridiens. MACHADO, Fernando Luís (2002) -Contrastes e continuidades. Migração, etnicidade e integração dos Guineenses em Portugal. Oeiras: Celta Editora. MARTENS, Albert e Monique Veryaeke (coord.) (1997) -La Polarisation Sociale des Villes Européennes. Paris: Ed. Anthropos. PAUGAM, Serge (1991) -La Disqualification Sociale. Essai sur la Nouvelle Pauvreté. Paris: PUF. PAUGAM, Serge (dir.) (1996) -L'Exclusion: L'État des Savoirs. Paris: Editions La Découverte. ROCHE, Sebastian (1996) -La Société Incivile: Qu'est-ce que l'insécurité? Paris: Éditions du Seuil. SILVA, Tomaz Tadeu da (1993) As novas tecnologias e as relações estruturais entre educação e produção. Cadernos de Pesquisa (São Paulo) NQ 87. SOARES, Maria Clara Couto (1996) Banco Mundial: políticas e reformas. Tommasi, Livia de; Warde, Miriam J.; Haddad, Sérgio. O Banco Mundial e as políticos educacionais (São Paulo: Cortez/Ação Educativa). SOULET, Mark-Henry (2000) -Da Não-Integração. Tentativas de Definição Teórica de um Problema Social Contemporâneo. Coimbra: Quarteto Editora. THERBORN, Goran (1999) "Dimensões da globalização e a dinâmica das (des)igualdades. GENTILI, Pablo (ed.) Globalização excludente: desigualdade, exclusão e democracia na nova ordem mundial (Petrópolis:Vozes/CLACSO).zibas, Dagmar (ed.) VIEGAS, José Manuel Leite e António Firmino da Costa (orgs.) (1998) -Portugal, que Modernidade? Oeiras: Celta Editora. XIBERRAS, Martine (1996) -As Teorias da Exclusão -para a construção do imaginário do desvio. Lisboa: Instituto Piaget.

Tema 4. Contextos de violência, construção da identidade e gestão de comportamentos

Num contexto interpessoal espera-se que o cidadão tenha no seu reportório relacional e comportamental, isto é, na sua identidade individual, um conjunto de comportamentos capaz de expressar sentimentos, atitudes, desejos, opiniões e direitos de um modo adequado à situação, respeitando as condutas do outro. No entanto, muitas vezes tal não se verifica, devendo, nesses casos, ser acionado, pelas comunidades, instituições e seus sistemas, um conjunto de estratégias destinadas criar e a manter estilos de vida saudáveis. Falamos de mecanismos de Prevenção que pressupõem a difusão de informação sobre aquilo que se pretende prevenir e garantem ainda que através da educação se atinja e mantenha a saúde em geral. Pretendem evitar o aparecimento de comportamentos considerados desajustados, proteger e tentar ajudar aqueles que se encontram em risco de assumir tais comportamentos e recuperar e reinserir os que já apresentam comportamentos problema.

Embora, como o dissemos, as estratégias de prevenção possam e devam passar por programas informativos que abordam diretamente aquilo que se pretende prevenir, atualmente, quando se fala em prevenção, fala-se em programas de promoção de competências sociais uma vez que estes mostram ser os mais eficientes na modificação de alguns aspetos do comportamento social, incidindo não apenas na aprendizagem de competências motoras e comportamentais, mas também ao nível da reestruturação cognitiva e da redução da ansiedade. É uma intervenção destinada a facilitar uma mudança de atitudes e promover comportamentos alternativos.

o conceito de competência social é sinónimo de afirmação de si e de assertividade e, geralmente, resolve problemas imediatos e minimiza a probabilidade de futuros problemas (Caballo, 1987).

A aprendizagem das competências sociais inicia-se cedo e é continua acontecendo, habitualmente, como um processo natural de imitação de modelos disponíveis no meio envolvente. Quando se verificam falhas na aquisição deste reportório, ou quando se pretende que ele seja alargado, devem pôr-se em prática programas de promoção de competências sociais. Este tipo de programas não visa a cura (de uma doença orgânica, de uma perturbação psíquica, etc. mas sim a promoção e aumentando o seu reportório de respostas interpessoais e da sua capacidade para analisar situações sociais de modo a encontrar a resposta mais adequada. Com estes objetivos e de uma forma prática, concretamente através de dinâmicas de grupo e/ou dramatizações representativas da realidade que se pretende trabalhar, este tipo de programas está indicado para a prevenção nas mais diversas áreas. Nesta formação pretendemos atuar ao nível das realidades que aqui se apresentam:

Conteúdos

a) saúde, bem-estar físico, mental e social do indivíduo; b) contextos familiares, vínculo afetivo identidade pessoal; c) autonomia, criatividade e emancipação face aos processos e agentes de socialização e aos processos socioculturais; d) socialização na família e nas instituições de educação e ensino; e) contextos socioculturais e familiares desfavorecidos e violência; f)fecundidade, parentalidade, mortalidade.

Bibliografia

BUCETA, J. M., BUENO, A. M. & MAS, B. (2001) -Intervención Psycológica y Salud: Control deI Estrés y Condutas de Riesco. Madrid: Dykinson. BRUTO DA COSTA, A. (1998) -Exclusão Social. Lisboa: Gradiva. CABALLO, V. (1997) -Teoria y Practica de la Terapia Racional, Emotiva-Conductual. Madrid: Casa dei Libro. CARMO, H. (1999) -Desenvolvimento Comunitório. Lisboa: Universidade Aberta. GALLAR, M. (2001) -Promoción de la Salud y Apoyo Psicológico aI Paciente. Madrid: Paraninfo. JOYCE-MONIZ, L. (2002) -A Modificação do Comportamento: Teoria e Prática da Psicoterapia e Psicopedagogia Comportamentais, 4.ª revista. Lisboa: Livros Horizonte. LOPES, l, RUTHERFORD, M., CRUZ, M.C., MATHUR, S. & QUINN, (2006). Competências Sociais: aspectos comportamentais, emocionais e de aprendizagem. Lisboa: Psiquilibrios Edições. MOREL, A. et 01. (2001) -Prevenção das Toxicomanias. Lisboa: Climepsi Editores. XIBERRAS, M. (1996) -As Teorias da Exclusão. Porto: Edições Instituto Piaget.

Tema 5. Violência, civilidade, Segurança e proteção civil

Pretende-se com este tema mostrar que o conflito constitui uma situação normal nas sociedades humanas e que quando bem conduzido pode constituir uma dinâmica positiva de mudança.

O conflito pode traduzir-se por uma ameaça ou por uma oportunidade, dependendo da forma como é resolvido. E A violência tem como objetivo ferir ou coagir o outro, física ou psicologicamente, a fim de lhe causar prejuízo. Pode assumir a forma de discriminação quando tem por base estereótipos (culturais, físicos, etários, étnicos, de género...), ou seja, representações negativas e deturpadas das diferenças. Por isso, saber conviver com a diferença é um importante objetivo educativo na perspetiva da resolução de conflitos. Todas as situações de indisciplina, de incivilidade e todos os atos ilícitos envolvem o desrespeito dos direitos dos outros. As condutas construtivas têm sempre como referência o conjunto dos "Direitos Humanos" e os recíprocos deveres que lhe são inerentes. Na sociedade cada cidadão tem direito a um bom ambiente em casa, no trabalho e no seu núcleo social pelo que os atos de perturbação individuais ou coletivos vão contra os direitos fundamentais constitucionais A abordagem do tema deve fazer-se a partir de situações de conflito conhecidas ou vividas pelos discentes, trabalhando as representações dos próprios através da confrontação das diversas opiniões, conduzindo a uma compreensão mais global do problema com ênfase nas questões da prevenção. A cultura de segurança é vulgarmente considerada como o conjunto descrenças, valores e normas sobre segurança, partilhados pelos membros de um grupo e transmitidos através de processos de interação social. A cultura de segurança envolve memória, reflexão e aprendizagem com vista ao desenvolvimento de sentimentos positivos que levem a encarar a segurança como responsabilidade partilhada relativamente à qual se deve assumir um papel ativo e participativo. Assim, a segurança de pessoas e bens pressupõe a responsabilidade de cada um pela adoção de atitudes e comportamentos preventivos que evitem acidentes em situações de risco. A segurança rodoviária, perspetivada no quadro de uma educação para a cidadania, pode concretizar-se em situações de aprendizagem muito diversas, promovendo formas de intervenção e de interação com a comunidade que exigem uma definição de quadros de conduta sustentados por práticas de responsabilidade e consciência cívica. A Prevenção de Riscos Naturais e Tecnológicos enquadra-se neste tópico mais global da "Segurança" e engloba o conjunto de providências a adotarem caso de perigos naturais caracterizados por terem origem em fenómenos de natureza geológica ou meteorológica - ou tecnológicos, em que a ação humana é o fator determinante. O conceito de "risco" poderá ser apresentado como a probabilidade de um perigo se traduzir em prejuízos ou danos concretos para pessoas e bens, noção que é interiorizada no quotidiano com base em vivências individuais ou através da cultura de grupo.

A Universidade, no entanto, tem por objetivo educativo ir para além desta dimensão intuitiva e contribuir para a construção de uma efetiva cultura de segurança, nomeadamente através da educação para a prevenção de riscos e para o exercício da cidadania.

O tratamento deste assunto implica a abordagem de conteúdos concretos com base em recursos informativos e formativos. Pretende-se proporcionar a aquisição de competências específicas no âmbito da prevenção e autoproteção e a adoção de atitudes e comportamentos responsáveis e adequados face a acidentes ou catástrofes que venham a ocorrer. Uma educação para a prevenção e autoproteção deve reforçar a autoconfiança, a consciência das responsabilidades inerentes ao exercício dos direitos e enfatizar, por outro lado, a importância das relações de solidariedade em ambiente académico e de parceria na comunidade envolvente. Será relevante, nesta medida, transmitir a noção da multiplicidade de atores sociais implicados nas funções de proteção civil -  bombeiros, forças de segurança, forças armadas, autoridades marítima e aeronáutica, INEM e demais serviços de saúde, sapadores florestais ... -e da diversidade de atividades a ela ligadas -monitorização dos riscos, informação e formação das populações, planeamento de emergência, inventariação de meios e recursos e estudo de formas adequadas de proteção.

Conteúdos

I. Noção de conflito. Resolução de conflitos de forma não violenta: diálogo, cooperação, negociação e mediação. As diferenças e os estereótipos (culturais, físicos, etários, étnicos, de género) como pretextos de conflito. As discriminações decorrentes dos estereótipos

II. Noção de violência A importância do contexto. Tipos de violência: violência física, violência psicológica, violência verbal, violência sexual, violência de grupo (gangs, agressões das claques desportivas ... ), etc. A intimidação sistemática: o bullying.

III. Noção de ato ilícito. O direito aos bens pessoais e à integridade física e moral (furto, roubo, ofensas à integridade física, destruição de materiais /vandalismo, injúrias/ameaças, posse/venda de estupefacientes, ofensas sexuais -comentários sexistas, exibicionismo, assédio sexual, atentado ao pudor tentativa de violação, via ação -ameaça de bomba, posse/uso de arma). A tomada de decisão. A participação ativa e passiva. Resistência à pressão de pares.

Prevenção e defesa

As atitudes de prevenção. As atitudes adequadas em situação de testemunha. As atitudes adequadas em situação de vítima. A gestão do risco em ambientes de ameaças. A gestão da segurança como fator de desenvolvimento.

Noção de segurança de pessoas e bens Comportamentos adequados para a segurança de pessoas e bens. Segurança em casa; Segurança na rua e espaços públicos (enquanto peão; enquanto utente de transportes; enquanto ciclista; enquanto automobilista); Segurança na internet. Comportamentos adequados para a segurança em situação de risco natural.

IV Noção de riscos tecnológicos Caracterização de riscos tecnológicos. Comportamentos adequados para a segurança em situação de risco tecnológico.

Bibliografia

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Tema 6. Violência, meios de comunicação de massa e comunicação eletrónica.

Com este tema pretende-se que os estudantes compreendam a comunicação de massa e os meios de comunicação eletrónica, a sua importância e impactos nas sociedades atuais. Visa-se discutir as modalidades de violência mediática e analisar os fenómenos de receção e seus impactos na constituição de públicos.

Dada a relevância das transformações operadas pelas tecnologias digitais na cultura contemporânea, pretende-se igualmente levar a cabo uma reflexão e interrogação sobre o alcance da mediação tecnológica e uma reflexão acerca da redefinição da comunicação humana, da experiência, da memória e da identidade.

Conteúdos

Programação e difusão mediáticas (imprensa, rádio e televisão) de conteúdos violentos, fenómenos de receção destes conteúdos e impactos socioculturais; A comunicação na era da reprodutibilidade técnica. Novos formatos comunicativos na era da máquina. A nova sensibilidade artificial Redefinição da experiência no seio da cultura tecno-mediada. Comunicação eletrónica e novas modalidades de violência e criminalidade; Comunicação eletrónica, redes, interfacialidade e novas modalidades de participação democrática, de redefinição da comunicação humana, da experiência, da memória e da identidade.

Bibliografia

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