Geopolítica
  
CONCEITO DE PAN-AMAZÔNIA  - General Carlos de Meira Mattos

A Amazônia é a última página ainda a escrever-se, do Gênesis, -com tanta agudeza e com tanta emoção que parece latejar de febre! É uma guerra de mil anos contra o desconhecido cujo triunfo só virá ao fim de trabalhos incalculáveis em futuro remontíssimo, ao arrancarem-se os derradeiros véus da paragem maravilhosa. Por enquan to ela é a terra moça, a terra infante, a terra em ser, a terra que ainda está crescendo.
EUCI.IDES DA CUNHA

A história da Amazônia, como não podia deixar de acontecer, em face da grandiosidade dessa região, veio sendo revelada aos poucos. Primeiro foi Pinzón, que, depois de tocar com suas naus a costa de Pernambuco, em janeiro de 1500, partiu rumo ao norte e em fevereiro do mesmo ano deparou com a foz de um rio imenso"la boca dei Rio Grande, el Mar Dulce, que sale quarenta léguas en la mar con la água dulce". Pinzón chamou essa região de "Tierras Nuestra Set10ra de la Consolacióll y dei Rostro Hermoso". Em outra parte de seus registros Vicente Yafiez Pinzón refere-se às águas de "Sallta Maria dei Mar Dulce". Após desembarcar em uma grande ilha (Mexlana, Caviana?), Pinzón prosseguiu para o norte, avistando um cabo (cabo Orange) e em seguida a foz de outro rio (Oiapoque, que durante muitos anos chamou-se Vicente Pinzón).
Logo em seguida à expedição exploratória de Pinzón, alcança a foz amazônica a nau de Diego de Lepe, que observa o mesmo fenômeno de imen¬sa massa de água doce avançando para o mar e denomina esse rio de Ma¬ranón, nome por que passou a ser conhecido na Europa. Após as viagens de Plnzón e Lepe, começaram a aparecer na Europa as primeiras cartografias onde figura o rio Grande de Mar Dulce ou a rio Marafión. Já no Mapa Múndi de Juan de la Cosa, a foz do rio Amazonas aparece em correta posição geográfica.

A descoberta da foz desse grande caudal de água doce não poderia deixar de alfinetar a curiosidade dos aventureiros espanhóis, portugueses, genoveses e tantos outros que éntravam quase que de sopetão numa fase de inéditos desvendamentos geográficos. A acicatar ainda mais essa curiosidade vieram as lendas do país da canela, que impulsionou Gonçalo Pizarro a descer dos Andes equatorianos em busca da planície, onde o inca informava a existência de uma região coberta dessa árvore, o que representava a pro¬messa de grande riqueza. A Gonçalo Pizarra juntou-se Francisco de Orellana, cujo motivo para despencar do tope andino em busca da planície verde era outro, a atração da lenda do país das Amazonas, as índias cavaleiras que, segundo a descrição fantasiosa de frei Carvajal, participante da expedição de Orellana, "são alvas e brancas, usando cabelo comprido, entrançado e enrolado na cabeça; pernas e braços bastante desenvolvidos, andam nuas em pelo e dissimulando o seu sexo, com seus arcos e flechas nas mãos, fazendo tanta guerra como dez homens".
O irmão de Francisco Pizarro, conquistador do Peru, depois de perder muitos meses embrenhado nos rios da bacia do apo, sofrendo todos os desconfortos da região selvática, regressou a Quito, desesperançado de en-contrar o país da canela, enquanto Francisco de Orellana seguiu rio abaixo, atraído pela lenda das Amazonas, e, como admite Leandro Tocantins, no seu livro O rio comanda a vida, também atraído pelo desejo de chegar à desem¬bocadura do rio Grande de Mar Dulce de Vicente Pinzón ou o Marafión de Diego de Lepe.
As histórias fantásticas de frei Gonçalo de Carvajal, espalhadas pelo Velho Mundo, mereceram do amazonólogo Samuel Benchimol a seguinte interpretação:
essa visão de índias guerreiras da lenda das Amazonas, de inspiração lírica e da mitologia grega, inconscientemente introduziu no capítulo das bandeiras fluviais paraense-amazônicas um novo fas¬cínio e um fabulário que se somava aos mitos do rio do Ouro, da Manoa dei Dorado, do lago Douro, do ouro de Pacajá, do âmbar de Camocim, que incendiavam a mente do Conselho Ultramarino de Lisboa, dos Capitães e Governadores Gerais em 5. Luís e Belém, dos
missionários jesuítas, carmelitas e mercedários, dos colonos, dos sertanistas e dos bandeirantes.

Mas, mesmo sem encontrar as suas fantásticas guerreiras amazonas, Francisco de Oreliana foi o primeiro europeu a reconhecer todo o rio Amazonas, desde a região de suas nascentes andinas até a foz, onde desembocou em 1542. A lenda do "país das Amazonas", que deu nome à região, é produto da mitologia grega transplantada pelos espanhóis para o ambiente do ovo Mundo.

Após a descoberta do Amazonas por Oreliana (1539-1542), medearam algumas tentativas de franceses, ingleses, batavos e espanhóis de subir  o grande rio, mas a grande expedição portuguesa só foi realizada por Pedro Teixeira em 1637, quase um século após a expedição de Oreliana. Nesse ano de 1637 o capitão Pedro Teixeira partiu de Gurupá com uma frota de 47 canoas, 600 soldados e 1.200 índios, alcançou a foz do Madeira (que assim denominou pela quantidade de troncos que encontrou nesse rio), alcançou  o Napo em 1668 e continuou em direção a Quito. Essa foi a primeira grande bandeira fluvial da história do continente. Percorreu o itinerário de Oreliana em sentido inverso.
Poucos anos depois da viagem do capitão Pedro Teixeira, que, segun¬do nos conta o historiador Jayme Cortezão, esteve em Quito e Lima con-ferenciando com as autoridades espanholas, descia do planalto paulista a bandeira de Raposo Tavares (1648-1651), que, depois de explorar os rios amazónicos, circulou pelo Peru e deve ter regressado com alguns vaivéns pelo vale do Napo-Solimões, tendo aparecido em Gurupá, na foz do Amazo¬nas, em princípios de 1651.

Depois vieram outras expedições fluviais que foram colocando os marcos da conquista portuguesa e alcançaram, nos seus limites extremos, os fortes de São Joaquim (Roraima), São José das Marabitanas (no alto rio Negro), São Gabriel (no rio Negro), Tabatinga (no Solimões), Príncipe da Beira (no Mamoré), balizando o contorno da nossa atual fronteira terrestre.

Aqui terminamos essa pequena resenha histórica que, do ponto de vista geopolítico, nos mostra as três direções históricas de abordagem da grande planície amazônica -dos Andes para a foz (Orellana), da foz para as nascentes (Pedro Teixeira) e descendo os degraus do planalto central (Raposo Tavares).

As palavras amazônia e pan-amazônia deveriam simbolizar a mesma imagem geográfica. Na realidade isso não acontece. Essa imensa região natural, portadora de ecologia uniforme, abrangendo o território de seis países tributários, é enfocada por seus condóminos sob uma visão particularizada. Assim é que quando o brasileiro ou o venezuelano, colombiano, peruano, equatoriano ou boliviano refere-se à Amazônia está falando na sua Amazônia nacional.

Visando à clareza das ideias, conceitos, formulaçôes e perspectivas deste livro, utilizaremos o vocábulo Pan-Amazônia toda vez que nos referirmos ao conjunto dessa região abrangente. Aliás, dois grandes escritores amazônicos contemporàneos, Arthur Cezar Ferreira Reis e Samuel Benchi-moi, já foram obrigados a se utilizar do vocábulo Pan-Amazónia para dar a abrangência desejada às suas ideias. Observa-se da parte de alguns geógrafos, como Haroldo de Azevedo, por exemplo, a tendência de incluir as três Guianas entre os países amazônicos. Do ponto de vista hidrográfico, este critério não se justifica, já que os seus territórios estão fora da bacia, separados pela parede do sistema guianês.

A Pan-Amazónia impressiona pelos números que caracterizam a sua expressão geográfica. Samuel Benchimol, em livro recente, imagina uma cosmovisão da Terra tomada do planeta Marte, na qual a grande região amazónica seria vista com a seguinte representatividade:

• vigésima parte da superfície terrestre;
• quatro décimos da América do Sul;
• três quintos do Brasil;
• um quinto da disponibilidade mundial de água doce;
• um terço das reservas mundiais de florestas latifoliadas.
 
Em contraste, esta imensidão de terras, águas e florestas abriga apenas 2,5 milésimos da população mundial.
A grande planície pan-amazônica, abrindo-se em leque de leste para oeste, circundada ao norte pelas vertentes do maciço das Guianas, ao sul pelos degraus descendentes do planalto central brasileiro e a oeste pelos pene-planos da cordilheira andina, forma uma verdadeira macrounidade, onde se integram espaço geográfico, condições climáticas, província botánica, bacia hidrográfica e características socioeconômicas.
A bacia abrange a enorme extensão de 7 milhões de km', duas vezes maior que a do Mississippi (3,2 milhões de km') e duas vezes e meia maior que a do Nilo (2,8 milhões de km').

O que mais impressiona nessa imensidão é a espessa floresta latifoliada tropical, do tipo hileia, de grande extensão e homogeneidade panorámica, cobrindo 70% de toda a região. A cobertura vegetal restante, localizada nas ladeiras das cordilheiras e do planalto brasileiro, é composta por florestas mistas de transição, zonas de cocais, cerrados e savanas.

Euclides da Cunha, após ter traduzido sua experiência nordestina no monumental Os sertões, onde descreve incomparavelmente a luta titánica do homem contra o meio fisico que o envolve, tenta repetir essa mesma experiéncia na Amazônia, para onde segue integrando a Comissão Mista Brasileiro-Peruana de reconhecimento do alto Purus (1905). Devemos à pena euclidiana algumas páginas de profunda meditação sobre a natureza por¬tentosa e a pequenez do homem que tentava domá-la.
 
Gilberto Freyre, com argúcia de sociólogo, sintetiza admiravelmente essas páginas de Euclides, dizendo "da história, como da geografia, ele teve a visão mais larga que é a social e humana. 
Realmente, a herança literária que nos legou esse mestre ao descrever o desafio toynbiano do meio físico é talvez a mais realista fotografia da enor-midade desse desafio colossal.

Vamos passar a palavra a Euclides da Cunha, reproduzindo trechos de algumas de suas obras citadas na bibliografia:
Para vê-la, deve renunciar-se o propósito de descortiná-la. Tem-se que a reduzir, subdividindo-a, estreitando, especializando, ao mesmo passo os campos das observações, consoante a norma de W. Bates, seguido por Frederico Hart e pelos atuais naturalistas do Museu Paraense. Estes abalançam-se, hoje, ali, à tarefa predestinada a conquistas parciais tão longas que todas as pesquisas anteriores constituem um simples reconhecimento de três séculos.
Ainteligência humana não suportaria de improviso o peso daquela realidade portentosa. Terá que crescer com ela, adaptando-se-Ihe para dominá-la. É natural, a terra ainda é misteriosa. O seu espaço é como o espaço de Milton: esconde-se a si mesmo. Anula-se a pró¬pria amplidão a extinguir-se, decaindo por todos adstrita à fatalidade geométrica da curvatura terrestre, ou iludindo as vestes curiosas com o uniforme traiçoeiro de seus aspectos imutáveis.
É a última página ainda a escrever-se, do Gênesis -com tanta agudeza e com tanta emoção que parece latejar de febre! É uma guerra de mil anos contra o desconhecido, cujo triunfo só virá ao fim de trabalhos incalculáveis em futuro remotíssimo, ao arrancarem-se os derradeiros véus da paragem maravilhosa. Por enquanto ela é a terra moça, a terra infante, a terra em ser, a terra que ainda está crescendo.

De seis em seis meses, cada enchente que passa é uma esponja molhada sobre o desenho malfeito; apaga, modifica, ou transforma os traços mais salientes e firmes, como se no quadro de suas planuras desmedidas andasse o pincel irrequieto de um sobre-humano artista incontestável. O espírito humano, deparando o maior dos problemas fisiográficos, e versando-o, tem-se atido a um processo analítico, que se, por um lado, é o único apto a facultar elementos seguros determinantes de uma síntese ulterior, por outro lado, impossibilita o descortino do conjunto. E vê-se (o seringueiro) completamente só na faina dolorosa. A exploraçáo da seringa, neste ponto pior do que o do caucho, impõe o isolamento. Há um laivo siberiano naquele trabalho. Dostoievsky sombrearia suas páginas mais lúgubres com esta tortura: a do homem constrangido a calcar durante a vida inteira a mesma estrada, de que ele é o único transeunte, trilha obscurecida, estreitissima e circulante, que o leva, intermitente e desesperadamente, ao mesmo ponto de partida.

Esta empresa de Sísifo a rolar em vez de um bloco o seu próprio corpo -partindo, chegando e partindo -nas voltas constrito¬ras de um círculo demoníaco, no seu eterno giro de encarcerado numa prisão sem muro, agravada por um ofício que ele aprende em uma hora para exercê-lo toda a vida, automaticamente, por movimentos reflexos -se não enrija uma sólida estrutura moral, vão-se-lhe, com a inteligência atrofiada, todas as esperanças e as ingências e a tonificante alacridade que o arrebatam àquele lance, à aventura, em busca da fortuna.

Outros autores de países amazónicos abalançaram igualmente a dar o seu testemunho da força da natureza amazónica, oferecendo ao homem um desafio superior. O peruano Vargas Llosa tem escolhido o ambiente amazónico para cenário preferido para vários de seus livros. Diz Vargas Llasa, procurando retratar o ambiente físico onde se desenrola um de seus romances:

Procura canais e lagunas para atravessar e não é difícil, toda a zona é de igapós. Só que não tem como se orientar, estas terras altas não são as suas, as águas subiram muito, chegará assim até Santiago?
Uma semanazinha mais, Adrián Nieves, era um bom prático, abre o nariz, o cheiro não engana, essa é a boa direção, e coragem, coragem, muita coragem. Mas onde está agora, o canal parece girar a sua volta e navega quase às escuras, a mata é densa, o sol e o ar mal entram, cheira a madeira podre, a lama, e depois tanto morcego...
chove ainda por cima, dia e noite chove. Mas o canal termina e  aparece uma lagoa, uma lagoa pequenina com tucuns espinhentos nas margens, o céu está escurecendo. (A casa verde)

Vejamos agora a opinião da ecologista Betty Meggers, da Universidade da Califórnia, Los Angeles:

A julgar pelo critério da novidade, a Amazónia é um lugar ideal para os pesquisadores da zona temperada, a fim de estudarem a adaptação cultural. O labirinto fluvial e a mata virgem inspiram a nós um mistério que nada perdeu de seu encanto através dos séculos, desde a sua descoberta pelos exploradores europeus. Ainda hoje quando o desafio de conquista de regiões no espaço torna sem interesse a maioria das outras regiões terrestres, as estatísticas sobre a Amazônia continuam impressionantes. Com uma força cinco vezes maior que a do Mississippi, o Amazonas contribui com praticamente um quinto de toda a água derramada anualmente para dentro dos oceanos.
 
Despeja igual quantidade de água no oceano Atlântico cada 24 horas, quanto o rio Tâmisa leva através de Londres no espaço de um ano. Esse volume ainda é mais notá¬vel, tendo-se em vista o declive insignificante da região (bacia). O ponto mais alto do edifício Empire State é quatro vezes mais alto do que lquitos no leste do Peru, distando da desembocadura do rio Amazonas 2.300 milhas. As sondagens de profundidade na ilha de Marajó têm revelado acu¬mulação de sedimentos até uma profundidade de 12.600 pés, quase tão funda abaixo do nível do mar, quanto a altitude de La Paz, aci· ma do nível do mar, no planalto boliviano. Embora não sejam as características mais importantes que foram demonstradas nesta estatística de recordes mundiais, para a adaptação humana, o seu caráter espetacular dá-nos a nítida im¬pressão da raridade do meio ambiente na baixada tropical da Amé¬rica do Sul.
 
A Amazônia ainda é um laboratório apropriado para pesquisa de adaptação cultural por um outro motivo. Durante os últimos milênios a Amazônia foi exposta sucessivamente a duas espécies distintas de utilização humana. A primeira evoluiu com a seleção natural dos ingredientes trazidos pelos primeiros colonos humanos, vários milênios antes da era cristã. A segunda, introduzida no começo do século XVI, foi um siste¬ma de exploração, controlado por terceiros, que não só destruiu o equilíbrio anterior como evitou a formação de um novo equilíbrio. O exame dessas duas espécies tão marcantemente contrastantes da exploração do mesmo meio ambiente, permite reconhecimento de aspectos significativos do relacionamento do meio ambiente cuitural que de outra maneira ficaria obscuro. Durante o exame seguinte do homem no contexto da comunidade ecológica, duas propostas serão aceitas como válidas:
 
1) o homem é um animal e como todos os outros animais deve manter um relacionamento flexível (adaptável) ao meio amo biente para fins de sobrevivência;
2)  embora consiga alcançar esta adaptação principalmente por in-termédio da cultura, o processo é orientado pelas mesmas regras de seleção natural que regem a adaptação biológica.

O exame da ação recíproca entre a cultura e o meio ambiente requer que se reúnam todos os fatos importantes em ambas as categorias dos fenômenos. Isto não é uma tarefa tão fácil como parece ã primeira vista, to¬mando-se em conta que nenhum organismo reage da mesma forma intimamente em todos os aspectos do meio ambiente. Desde que a subsistência é uma condição essencial para a vida, aquelas características como a terra, a topografia, o clima, a flora e a fauna essenciais para a qualídade e quantidade de fornecimento de aiimen-tação podem ser selecionadas por prioridade.
 
Analísando a Amazônia por este ponto de vista, chega-se à conclusão de que ela consiste em duas sub-regiões de dimensões bastante contrastantes e de potencial de subsistência diferentes:
 
1) a vasta terra firme, onde os recursos são parcamente dispersados porém disponíveis, e
2) as estreitas terras férteis ou várzeas, sujeitas a inundações, onde a escassez e a abundância se revezam, de acordo com as enchentes ou vazantes do rio. Se for considerada a adaptação a determinante primária da cultura, devemos esperar encontrar diferenças nos conjuntos culturais com relação a essas duas sub-regiões.

A Amazônia sempre atraiu com força de verdadeiro ímã a curiosidade científica universal. Inúmeros cientistas, particularmente naturalistas, botânicos, geôgrafos e historiadores da Europa e dos Estados Unidos, visitaram a região nos séculos XVIII e XIX. Todos deixaram valiosas contrIbuições ao conhecimento da natureza dessa imensa calha potamográfica. Entre eles destacamos os seguintes:

• Charles Marie de la Condamine (1771-1774);
• Von Martius (1794-1868);
• Alcide D'Orbigny (1802-1857);
• Louis Agassiz (1807-1873);
• Alfred Russel WalIace (1823-1913);
• Charles Hartt (1840-1878);
• Jules Crevaux (1847-1882);
• Orvile Derby (1851-1915);
• Koch Grunberg (1872-1924).
 
Mais recentemente vieram conhecer a pan-amazoma: Lévi-Strauss, Curt Nimuendaju, Paul de Cointe, A. Metraux, Pierre Gourou, Pierre Deffontaines, Harold Sioli, Ernest Fittkau, H. Klinge e outros.
Vamos encerrar estas citações com a opinião de um apaixonado pela região, o general Rodrigo Octávio Jordão Ramos, ex-comandante do Comando Militar da Amazônia, que se exprimiu com otimismo ante esse dilema homem e o meio, ao ir instalar a sede do 1º Grupamento de Engenharia, em Manaus:

A Amazônia não é um inferno verde nem um paraíso perdido! Mas, sim, uma vasta área onde toda uma geração espera ansiosa e confiante o esplendente alvorecer de um amanhã fecundo, diferente e promissor. É tempo, na verdade, de o homem comandar a vida na Amazônia, deixando de escravizar-se ao rio, como secularmente vem acontecendo.
 
É tempo de findar aquela extrema anomalia, tão decantada no passado, de que o homem, na selva, vivendo da exploração florestal, pelo isolamento insuperado, trabalha para escravizar-se.
 
É tempo de mudarmos essa imagem. O que queremos é uma Amazônia integrada, mas para sempre brasileira.

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